quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Esther Brendel e os Songgryphons

Este vai ser o Vasco... feliz, a brincar nas pedras


Esta vai ser a Madalena, zangada com o Vasco

Esther Brendel é a pintora alemã que criou estas personagens metade gato, metade pássaro, à semelhança dos grifos, e aos quais deu o nome de songgryphons.
A Matilde deu-lhes o nome de “gatos que cantam” e a Aidinha chamou-os “pius-miaus". Escolheram dois, um zangado e outro triste. Deram-lhes um nome e criaram uma história. Mais histórias com outros pius-miaus estão a chegar…

Podem observar mais pinturas desta senhora nos seguintes endereços:
http://songgryphon.deviantart.com/

http://www.malerfeder.de/

Tudo isto por causa das emoções…
A Zanga dos Pius-Miaus

Era uma vez dois pius-miaus chamados Madalena e Vasco, muito amigos, que andavam na Escola nº 1 da Laranjeira, no Bosque Encantado das Laranjeiras, onde viviam.
Falavam um com o outro de árvore para árvore.
O Vasco gostava de saltitar de pedra em pedra e a Madalena preferia estar num tronco da sua árvore do lote 2.
Um belo fim-de-semana, o Vasco já estava nas pedras há horas e a Madalena ligou-lhe do telemóvel, porque estava preocupada.
Com uma voz assustada perguntou-lhe:
_ Onde estás, Vasco?
_ Estou nas pedras aos saltos!
_ Estou preocupada contigo, pois não me dizes nada. Enviei-te um sms há vinte minutos e não me respondeste - ralhou a Madalena.
_ Estou a ir para casa, para perto de ti – mentiu o Vasco.
Passaram-se quinze minutos, e de Vasco, nada. A Madalena, preocupadíssima, ficou aborrecida e resolveu ir ter com ele. Esvoaçou pelo bosque e encontrou o rio onde Vasco brincava nas pedras. Mas de Vasco, nada. Saltou para as pedras e olhou desesperadamente. Mas de Vasco, nada. Escorregou, caiu na água e não sabia nadar!!!
_ Ai, socorro! Caí nesta água suja!
Vasco que andava a gatinhar por ali, ouviu e pulou para salvar a sua amiga.
Atirou-lhe uma alga grande para ela agarrar e puxou-a para a margem do rio. Foi buscar folhas de laranjeira para lhe secar as penas. Olharam um para o outro e deram um beijinho. Fizeram um coração com laranjas e gomas e começaram a namorar.
Matilde e Aidinha
A Malta do Alcoitão

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Sentimentos

Eu fico triste quando:
Quando não tenho nada para fazer.
Quando me chateio.
etc.

Eu fico alegre, quando:
Quando tenho vídeo-conferência com Alcoitão.
Quando tenho visitas.
etc.

Fico alegre quando penso:
Em algo de bom.
etc.

Fico triste quando penso:
Em coisas más.
etc.


Rafael

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Quando as Cores e as Palavras são Nossas

A Matilde lê com atenção o quadro das nossas emoções.

Garanto-vos que leu todos os textos, fui testemunha. Prof. Sónia

A alegria da Matilde. As cores são muitas e fortes. A alegria está nas nossas mãos? É isso Matilde, o que nos queres dizer?

A alegria da Cristiana, a mais pequena do grupo. Saltar pelos campos, através das árvores, algo que a Cristiana não pode fazer. Em sonhos é possível. A alegria existe nos sonhos também. Mas ela tem outras palavras para nos mostrar na próxima semana.

A alegria prometida da Aidinha. A alegria mora nos nossos corações? E são tantos... Tanta alegria que tens para nos dar com o teu sorriso, miúda!
A Malta do Alcoitão

A Alegria Segundo a Aidinha

Eu fico alegre…

quando faço o que quero.
quando como o que quero.
quando tenho Educação Física, porque o professor é muito bonito.
quando estou com os meus amigos.
quando vou passear a Lisboa.
quando estive de férias no Algarve com a minha amiga Tatiana.
É delicioso ajudar os outros.

Como reajo?

Sorrio.
Falo alto.
Sou simpática.

Quando penso na alegria imagino…

Muitas cores.
Um arco-íris.

Prometo que vou fazer um desenho sobre a alegria.

Janice Aidinha
A Malta do Alcoitão

A Tristeza Segundo Três Meninos Do Jardim de Infância


Eu fico triste…

quando me sinto sozinha.
quando me zango com os meus amigos.

Como reajo?

Choro.
Quero miminhos.
Carolina

Eu fico triste…

quando alguém da minha família fica doente.
quando o meu avô morreu.

Como reajo?

Vou ao shopping comer um hamburger com os meus amigos.
Conversar com os meus amigos ajuda a sentir-me melhor.
Sandro

Eu fico triste…

Quando a minha mãe não vem ter comigo.
Quando me sinto abandonada.
Quando me sinto sozinha.
Jessica
A Malta do Alcoitão

A Tristeza Segundo a Matilde

Eu fico triste…

Quando me mexem nas pernas para fazer a fisioterapia.
Quando vejo a minha família ir para casa e eu fico aqui no hospital.

Como reajo?
Choro.

Matilde
A Malta do Alcoitão

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Estou Triste!

Eu fico triste…

quando tenho saudade da minha família e da minha terra.
quando as pessoas me enervam.
quando dizem coisas sobre mim à frente dos outros.

Como reajo?

Choro.
Não digo nada e fico calado.
Fico sozinho.
Fico zangado.

O que imagino, quando penso na tristeza?

Chuva, amarelo, verde e preto.

Carlos Alberto

A tristeza segundo a Aidinha

Eu fico triste…

quando o meu pai não me deixa fazer uma coisa que eu quero.
quando não quero fazer uma coisa e sou obrigada.
quando me aborreço com a minha mãe e com as minhas amigas.

Como reajo?

Choro.
Não falo com ninguém ou então converso com a minha melhor amiga, a Tatiana.
Bocejo.

Um dia, zanguei-me com a minha melhor amiga, porque ela é muito ingénua e acreditou num disparate sobre o namorado dela. Ela queria acabar o namoro com ele e eu achava que ela não devia fazer isso. Ao fim de uma semana, fizemos as pazes.

O que imagino, quando penso na tristeza?

Escuridão, cobras, serpentes, crocodilos e baratas.

Janice Aidinha

A Malta do Alcoitão