Apesar de ser enorme, não resisti a postar este texto que a Catarina (educadora estagiária) me trouxe e que achei muito divertido e resolvi chamar "O Jogo das Escondidas".
Consta que, há muitos anos, se reuniram, num determinado ponto da terra, todos os sentimentos, qualidades e defeitos do ser humano.
Quando o ABORRECIMENTO tinha já reclamado, a LOUCURA, como sempre tão louca, propôs
_Vamos brincar às escondidas?
A DESCONFIANÇA levantou, intrigada, a sobrancelha e a CURIOSIDADE, sem se poder conter, perguntou:
_Às escondidas? Mas como é isso?
_É um jogo - explicou a LOUCURA - em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão, isto enquanto vocês se escondem. Quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar, ocupará o meu lugar para continuar o jogo.
Logo o ENTUSIASMO dançou de alegria, seguido pela EUFORIA. A VERDADE deu tantos saltos que acabou por convencer a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada.
Porém, nem todos quiseram participar. A VERDADE preferiu não se esconder.
_ Para quê? - interrogou-se - se, no final, todos me encontram?
A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era a ideia não ter sido dela). A COBARDIA preferiu não arriscar...
_Um, dois, três, quatro… - começou a contar a LOUCURA.
A primeira a esconder-se foi a PRESSA que, como sempre caiu na primeira pedra do caminho. A FÉ subiu ao céu e a INVEJA escondeu-se atrás da sombra do TRIUNFO que, com o seu próprio esforço, tinha conseguido subir ao cimo da árvore mais alta. A GENEROSIDADE quase não conseguiu esconder-se, pois, cada local que encontrava, parecia-lhe maravilhoso para oferecer a alguns dos seus amigos: se era um lago cristalino, seria ideal para a BELEZA; se era a copa de
uma de uma árvore, seria perfeito para a TIMIDEZ; um voo de borboletas, sem dúvida, o melhor para a VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE; acabou por se esconder num raio de sol. O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom
desde o início. Ventilado, cómodo, mas apenas para ele. A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (era mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões. O ESQUECIMENTO, desconhece-se onde se terá escondido. Mas isso nem sequer é o mais importante
Quando a LOUCURA estava já no 999 999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para se esconder, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou uma rosa e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas pétalas.
_Um milhão - acabou por contar a LOUCURA. E logo começou a busca.
A primeira a ser encontrada foi a PRESSA, apenas a três passos da pedra. Depois escutou a Fé a discutir no céu sobre a Teologia. De imediato sentiu vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões. Num descuido encontrou a INVEJA e, claro, logo deduziu onde estava o TRIUNFO. O EGOÍSMO, nem sequer houve necessidade de procurá-lo, pois ele mesmo, sozinho, saiu disparado do esconderijo, que, em boa verdade, era apenas um ninho de vespas.
De tanto caminhar, sentiu sede, ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA. A DÚVIDA foi ainda mais fácil, pois encontrava-se sentada numa cerca sem decidir para que lado se haveria de esconder.
E assim foi encontrando todos os restantes: o TALENTO entre a erva fresca; a ANGÚSTIA, numa cova escura, a MENTIRA atrás do arco–íris (mentira, estava no fundo
do oceano) e até o ESQUECIMENTO, que já se havia esquecido, estava a brincar às escondidas. Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local. A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, em baixo de cada pedra e em cima de todas as montanhas. Quando estava a ponto de se dar por vencida, encontrou um roseiral.
Pegou numa forquilha e começou a mover os ramos. No mesmo instante, escutou um grito doloroso… Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos. A LOUCURA não sabia o que fazer para se desculpar. Chorou, implorou, pediu perdão e até se ofereceu para o guiar.
Foi desde então, ou seja, desde que, pela primeira vez, se brincou às escondidas na terra, que o AMOR é cego… e a LOUCURA sempre o acompanha.
Fati e Rafa (A Malta do Garcia de Orta)
sábado, 23 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Dedicated to You, Esther Brendel
Esther Brendel,
Here goes the story of your songgryphons which we call "chirp-miaows". We adore them and we are going to work on them further on. This story is dedicated to you and is also useful to celebrate St. Valentine's Day. Our teacher, Sónia, asked us to choose one with an angry look and another one with a happy face. Madalena is the angry one and Vasco is the happy one.
Lots of kisses,
The children of the hospital of Alcoitão

Madalena and Vasco
Here goes the story of your songgryphons which we call "chirp-miaows". We adore them and we are going to work on them further on. This story is dedicated to you and is also useful to celebrate St. Valentine's Day. Our teacher, Sónia, asked us to choose one with an angry look and another one with a happy face. Madalena is the angry one and Vasco is the happy one.
Lots of kisses,
The children of the hospital of Alcoitão

Madalena and Vasco
The Chirp-Miaows Quarrel
Once upon a time there were two chirp-miaows called Madalena and Vasco, very close friends, that attended School nº 1 of OrangeTree, in the Enchanted Orange Trees Wood, where they lived.
They chatted with one another from tree to tree.
Vasco enjoyed skipping from one stone to the next and Madalena would rather stay in the trunk of her tree number 2.
A nice weekend, Vasco was on the stones for hours and Madalena called him on the mobile phone, because she was worried. With frightened voice she asked him:
_Where are you Vasco?
_I'm skipping on the stones.
_I'm worried about you, because you haven't called me. I teletexted you 20 minutes ago and you haven't answered me back! - preached Madalena.
_I'm going home, where you are. - lied Vasco.
After 15 minutes, there was no sign of Vasco. Madalena, very preoccupied, was upset and decided to join him. She fluttered through the wood and found the river where Vasco was playing on the rocks. But still there was no sign of Vasco! She skipped onto the rocks and looked in despair. But she couldn't see Vasco! She slipped, fell into the water without knowing how to swim.
After 15 minutes, there was no sign of Vasco. Madalena, very preoccupied, was upset and decided to join him. She fluttered through the wood and found the river where Vasco was playing on the rocks. But still there was no sign of Vasco! She skipped onto the rocks and looked in despair. But she couldn't see Vasco! She slipped, fell into the water without knowing how to swim.
_Help me, please! I fell into this dirty water!
Vasco that was going on all fours around, heard her and jumped to save his friend. He threw her an alga for her to grab and pulled her onto the bank of the river. He fetched some orange-tree leaves to dry her feathers.
They looked at each other and kissed one another. They made a heart with oranges and marshmallows and started dating.
(Thank you, Prof. Luísa, for helping us to translate our story ;)
Matilde, Aidinha, Prof. Sónia and Educadora Marta
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
As Minhas Desculpas
Olá malta!Como estão? Tenho que pedir desculpa, pois desde o ano passado que não venho aqui. Não pensem que desisti de escrever no blog. Apenas tenho estado muito tempo a estudar. Chego a passar dias e dias a estudar até ser noite... Para ter boas notas e tenho conseguido, porque só tenho uma negativa a Matemática. :/
Quero saber se a setora Sónia ainda quer que eu continue a escrever os meus trabalhos da escola aqui no blog.
Estou a pensar escrever um texto sobre o AVC (o problema que tive). A minha mãe tem um livro do “viva melhor ” e tem artigos sobre o AVC interessantes. Depois a setora poderá imprimir e colocar no jornal de parede do Alcoitão.
Tenho imensas saudades de escrever poemas para o jornal de parede e de estar com a professora Sónia, com a Fifi, com a Tete, com as enfermeiras, com as auxiliares, com as outras educadoras, com as fisioterapeutas, com todos! Tenho muitas, muitas, muitas...mas mesmo muitas saudades de tudo e de todos!
Dia 22 de Fevereiro, vou aí, a Alcoitão para mais uma consulta(ou levar toxina).
Sobre mim: a minha mão ainda não mexe e ainda não corro :( mas já faço Educação Física. A escola arranjou uma bicicleta para mim. Agora faço as aulas a andar de bicicleta e lembro-me de como era em Alcoitao.
Tenho muitas saudades!
Sarokas
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Esther Brendel e os Songgryphons
Este vai ser o Vasco... feliz, a brincar nas pedras
Esta vai ser a Madalena, zangada com o Vasco
Esther Brendel é a pintora alemã que criou estas personagens metade gato, metade pássaro, à semelhança dos grifos, e aos quais deu o nome de songgryphons.
A Matilde deu-lhes o nome de “gatos que cantam” e a Aidinha chamou-os “pius-miaus". Escolheram dois, um zangado e outro triste. Deram-lhes um nome e criaram uma história. Mais histórias com outros pius-miaus estão a chegar…
Podem observar mais pinturas desta senhora nos seguintes endereços:
http://songgryphon.deviantart.com/
http://www.malerfeder.de/
Tudo isto por causa das emoções…
A Matilde deu-lhes o nome de “gatos que cantam” e a Aidinha chamou-os “pius-miaus". Escolheram dois, um zangado e outro triste. Deram-lhes um nome e criaram uma história. Mais histórias com outros pius-miaus estão a chegar…
Podem observar mais pinturas desta senhora nos seguintes endereços:
http://songgryphon.deviantart.com/
http://www.malerfeder.de/
Tudo isto por causa das emoções…
A Zanga dos Pius-Miaus
Era uma vez dois pius-miaus chamados Madalena e Vasco, muito amigos, que andavam na Escola nº 1 da Laranjeira, no Bosque Encantado das Laranjeiras, onde viviam.
Falavam um com o outro de árvore para árvore.
O Vasco gostava de saltitar de pedra em pedra e a Madalena preferia estar num tronco da sua árvore do lote 2.
Um belo fim-de-semana, o Vasco já estava nas pedras há horas e a Madalena ligou-lhe do telemóvel, porque estava preocupada.
Com uma voz assustada perguntou-lhe:
_ Onde estás, Vasco?
_ Estou nas pedras aos saltos!
_ Estou preocupada contigo, pois não me dizes nada. Enviei-te um sms há vinte minutos e não me respondeste - ralhou a Madalena.
_ Estou a ir para casa, para perto de ti – mentiu o Vasco.
Passaram-se quinze minutos, e de Vasco, nada. A Madalena, preocupadíssima, ficou aborrecida e resolveu ir ter com ele. Esvoaçou pelo bosque e encontrou o rio onde Vasco brincava nas pedras. Mas de Vasco, nada. Saltou para as pedras e olhou desesperadamente. Mas de Vasco, nada. Escorregou, caiu na água e não sabia nadar!!!
_ Ai, socorro! Caí nesta água suja!
Vasco que andava a gatinhar por ali, ouviu e pulou para salvar a sua amiga.
Atirou-lhe uma alga grande para ela agarrar e puxou-a para a margem do rio. Foi buscar folhas de laranjeira para lhe secar as penas. Olharam um para o outro e deram um beijinho. Fizeram um coração com laranjas e gomas e começaram a namorar.
Matilde e Aidinha
A Malta do Alcoitão
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Sentimentos
Eu fico triste quando:
Quando não tenho nada para fazer.
Quando me chateio.
etc.
Eu fico alegre, quando:
Quando tenho vídeo-conferência com Alcoitão.
Quando tenho visitas.
etc.
Fico alegre quando penso:
Em algo de bom.
etc.
Fico triste quando penso:
Em coisas más.
etc.
Quando não tenho nada para fazer.
Quando me chateio.
etc.
Eu fico alegre, quando:
Quando tenho vídeo-conferência com Alcoitão.
Quando tenho visitas.
etc.
Fico alegre quando penso:
Em algo de bom.
etc.
Fico triste quando penso:
Em coisas más.
etc.
Rafael
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Quando as Cores e as Palavras são Nossas
A Matilde lê com atenção o quadro das nossas emoções.
Garanto-vos que leu todos os textos, fui testemunha. Prof. Sónia

A alegria da Matilde. As cores são muitas e fortes. A alegria está nas nossas mãos? É isso Matilde, o que nos queres dizer?
A alegria da Cristiana, a mais pequena do grupo. Saltar pelos campos, através das árvores, algo que a Cristiana não pode fazer. Em sonhos é possível. A alegria existe nos sonhos também. Mas ela tem outras palavras para nos mostrar na próxima semana.
A alegria prometida da Aidinha. A alegria mora nos nossos corações? E são tantos... Tanta alegria que tens para nos dar com o teu sorriso, miúda!
Garanto-vos que leu todos os textos, fui testemunha. Prof. Sónia

A alegria da Matilde. As cores são muitas e fortes. A alegria está nas nossas mãos? É isso Matilde, o que nos queres dizer?
A alegria da Cristiana, a mais pequena do grupo. Saltar pelos campos, através das árvores, algo que a Cristiana não pode fazer. Em sonhos é possível. A alegria existe nos sonhos também. Mas ela tem outras palavras para nos mostrar na próxima semana.
A alegria prometida da Aidinha. A alegria mora nos nossos corações? E são tantos... Tanta alegria que tens para nos dar com o teu sorriso, miúda!A Malta do Alcoitão
Subscrever:
Mensagens (Atom)

