...seria uma pereira e dava pêras. As pessoas apanhavam as pêras para venderem nas aldeias. À noite, ficava a olhar para a lua. De dia, ficava a ver os leões, os macacos e os pássaros a comerem as minhas pêras. Debaixo de uma árvore, apanhava as folhas que estão no chão, em tempo de vento (Outono), para pôr em livros. Em cima de uma árvore, via e contava as estrelas, mas como são muitas, não consigo contar todas.
Lassana
...seria grande e dava flores ao Malam. Queria estar sozinha. Debaixo de uma árvore, fazia desenhos. Em cima de uma árvore, via os peixes na água do mar.
Décia
...seria uma cerejeira gigante e com um tronco largo. Dava fruta para as pessoas comerem. Queria estar perto do mar da Nazaré, a ver as raparigas a tomarem banho na praia e dava-lhes cerejas. Debaixo de uma árvore, dormia. Em cima de uma árvore, contava folhas. Tiago
O Malam desenhou mais árvores e explicou a diferença entre os vários tipos de mangueiras que existem.
11 de Novembro – Dia de S. Martinho O S. Martinho comemora-se no dia 11 de Novembro. Em vários pontos do país, é tempo de alegria, sol, castanha assada, vinho e água-pé. Esta festa popular, também conhecida por magusto, é uma festa tipicamente portuguesa. O que muita gente desconhece é que nestes dias (11 e 12) se assinala a morte de dois santos com o mesmo nome: Martinho Dume (12), um português natural de Braga (518-575) muito importante na evangelização de Portugal e, provavelmente, o que deu origem a estas tradições e festas que só se realizam em Portugal. É, no entanto, o outro, S.Martinho de Tours, (nascido por volta do ano 315) filho de um soldado romano, que está ligado a uma lenda muito conhecida. Diz a lenda que este cavaleiro romano andava a fazer a ronda, viu um velho mendigo cheio de fome e frio, porque estava quase nu, o dia estava chuvoso e frio, e o velhinho estava encharcado. O cavaleiro, chamado Martinho, era bondoso e gostava de ajudar as pessoas mais pobres. Então, ao ver aquele mendigo, ficou cheio de pena e cortou a sua grossa capa ao meio, com a espada, deu metade da sua capa ao mendigo e partiu. Passado algum tempo, a chuva parou e apareceu no céu um lindo sol - daí nasceu a expressão Verão de S. Martinho. Aos 40 anos desistiu de ser soldado e tornou-se padre, chegando a Bispo de Tours, tendo levado uma vida humilde e de grande generosidade, tornando-se um dos Santos mais queridos da actual França.
Se eu fosse uma árvore... ...dava fruta boa para as pessoas se alimentarem. Vou precisar de água e de sol para crescer e ficar alta. Debaixo de uma árvore, sentava-me para apanhar fresco e cheirar cheirinho bom. Dormia e brincava com os meus amigos ao berlinde. No topo da árvore, apanhava fruta para comer e ficava a olhar para as nuvens. A minha árvore preferida é a árvore de manga.
Malam Sané
...aproveitava os dias para respirar ar puro e para viver os melhores momentos da minha vida com a minha família mais próxima. Saboreava a vinda do Outono e observava os pássaros a sairem da casca. No topo de uma árvore, via o pôr-do-sol. Debaixo de uma árvore, ouvia música, brincava com um boneco da Hello Kitty e saltava à corda.
Ana Patrícia
...respirava e expirava para limpar o ar, ficava os dias a apanhar sol, dava frutos e flores. Chorava, quando visse as minhas irmãs a serem queimadas ou cortadas e gostava de sentir os pássaros nos meus ramos. No topo de uma árvore, observava a paisagem. Debaixo de uma árvore, aproveitava a sombra para ler, ouvir música e brincar.
Bárbara
Queremos pedir à Dra. Isabel, psicóloga, amiga da professora Sónia, que faça o nosso perfil psicológico a partir dos nossos desenhos das árvores.
"O Ratinho que Procurava um Amigo" é uma das histórias do escritor e ilustrador de quem gostamos muito - Eric Carle - que fala de um ratinho que se sentia só. O que ele mais desejava na vida era um amigo! Então, resolveu pedir a amizade a vários animais: leão, foca, crocodilo, cavalo, canguru, girafa, raposa, etc.. Mas a amizade não se pede, acontece. Procurou, insistiu... Até que encontrou outro ratinho que o salvou de ser comido por uma cobra. Ficaram unidos e amigos para sempre.
Aqui ficam alguns dos trabalhos que foram elaborados, no atelier do Jardim de Infância, pelos jovens e crianças do Alcoitão, pela Educadora Marta e que tiveram a colaboração da professora Sónia.
Vamos às compras! Depois de tudo o que lemos e aprendemos sobre o comércio justo, queremos comprar prendas, para os nossos familiares e amigos, e alimentos, para uma ceia de Natal, que respeitem as pessoas, o meio ambiente e os recursos naturais do nosso planeta.
Estas compras foram virtuais, ou seja, fomos a vários sites na internet e simulámos as compras. Descobrimos que o site do Continente disponibiliza online produtos biológicos que contribuem para o bem-estar da natureza e de crianças e adultos em países com necessidades económicas(por exemplo, o Brasil) como a Provamel e a Alprosoja, mas não refere os alimentos que são comercializados segundo o comércio justo. A professora Sónia trouxe um chocolate e disse-nos que existem outros alimentos na zona Área Viva, no entanto, através da net não se sabe nada disso. É pena! Imaginámo-nos outras pessoas: inventámos nomes, idades, profissões e o dinheiro que cada um tinha para gastar e fomos à descoberta.
Entrámos na Body Shop, na L' Occitane, no Hunger Site, na Oikos, Cores do Globo e no Continente. Comprámos produtos de cosmética, velas, acessórios e t-shirts para oferecer aos amigos e família. Vimos alguns que devem ter um cheiro agradável. Planeámos a ceia de Natal: um esparguete vegetariano (a Bárbara) com alimentos derivados da soja, paté vegetariano de cogumelos e azeitonas para a entrada e uma mousse de chocolate para a sobremesa; um bacalhau com natas de soja (a Patrícia), sumo de cenoura e laranja, bebida de soja com capuccino e sobremesa de pudim flan e pudim de soja com chocolate. Os rapazes não quiseram planear a ceia.
Para quem se preocupa com os outros e com o futuro do nosso planeta, aqui ficam alguns símbolos que se encontram nestes produtos:
Procuramos maneiras de viver que nos levem a um mundo mais limpo de guerras, de poluição, de pobreza e de sofrimento. Descobrimos através da leitura de uma notícia (porque é esta a matéria que a professora Sónia está a leccionar) que existem produtos à venda que são fabricados e comercializados através do chamado comércio justo ou fair trade. Este tipo de comércio trabalha directamente com pequenos produtores dos países mais pobres e explorados da zona Sul do mundo, vendendo os seus produtos (essencialmente, alimentos, artesanato, têxteis e artigos de beleza) a preços justos o que dá origem a um desenvolvimento prolongado e sustentável da sua economia. Além do mais, os alimentos são biológicos, por isso são amigos do ambiente e fazem bem à nossa saúde. O mundo será mais bonito, se a maioria das pessoas evitar desperdiçar os recursos naturais que o Planeta Terra nos oferece, se procurarmos conhecer as verdadeiras características e origens dos produtos que consumimos, se dissermos NÃO à exploração dos seres humanos mais desprotegidos como os povos da América do Sul, da Índia e de África... Para isso devemos tomar consciência da miséria que alastra em certas zonas e agirmos através de entidades e associações que se dedicam à protecção e ajuda humanitárias. Existem no nosso mercado algumas lojas que promovem na totalidade o comércio justo e outras onde podemos adquirir produtos específicos fabricados e comercializados através deste processo. Descobrimos as lojas The Body Shop, L'Occitane, Continente (que tem chocolate, café, bolachas, arroz, chá e outros alimentos na zona Área Viva), Cores do Globo (Cooperativa de Comércio Justo, na Rua da Prata, em Lisboa), Oikos e ainda lojas online com artigos lindos! Deixamos aqui uma lista de lojas existentes no nosso país: Almada (Mó de Vida); Amarante (Aventura Marão Clube); Braga (Alternativa); Barcelos (Alternativa); Coimbra (AJP, Planeta Sul); Guimarães (Cor da Tangerina); Faro (ARCA); Palmela (Mó de Vida); Peniche (Terra Justa); Porto (Reviravolta). Tondela (Coolplaneta). Se souberem de mais sítios, digam-nos, porque vamos às compras brevemente.
Este vídeo explica o que é o comércio justo e mostra alguns artigos que podemos adquirir.
As pessoas são pobres por causa da guerra, porque vivem sozinhas, porque não têm dinheiro, roupa, comida, água potável. A guerra é um demónio que entra nos seres humanos e torna-os maus e agressivos com outros seres humanos. Quem mais sofre com a guerra são as crianças, as mulheres e os idosos. A pobreza vem depois da guerra e traz doenças. Devemo-nos juntar e viver como irmãos. A professora levou-nos a um sítio de um fotógrafo, Robert Caputo, e vimos muitas fotografias. Escolhemos estas duas que nos impressionaram muito, pois informam e denunciam situações de fome e sofrimento na Somália, devido a uma guerra civil. Ficámos chocados e comovidos com o que vimos. Percebemos que há gente no Mundo que não tem nada para comer e que sobrevive à custa de outros povos que os ajudam, por exemplo, atiram sacos de arroz e farinha através de helicópteros. Palavras como solidão, compaixão, solidariedade apareceram na nossa cabeça.
Vamos continuar a trabalhar o tema da pobreza nos próximos dias. O que podemos fazer para ajudar estas pessoas? Consultem estes sítios e podem começar já a actuar!