segunda-feira, 16 de março de 2009

Dian Fossey, a Minha Heroína Favorita

Dian Fossey nasceu em São Francisco, no dia 16 de Janeiro de 1932 e morreu nas Montanhas Virunga (Ruanda), a 26 de Dezembro de 1985.
Era zoóloga e decidiu estudar o gorila-das-montanhas em vias de extinção, em África. Abandonou a civilização e foi para o Zaire e depois para o Ruanda onde fundou o Centro de Pesquisa Karisoke. Observou os gorilas e anotou os seus hábitos, catalogou, fotografou e atribuiu-lhes nomes, chegando a ter um comportamento semelhante ao deles para ganhar a confiança destes animais. Aproximou-se de uma maneira especial (com respeito e dedicação) que os gorilas aceitaram-na tranquilamente no seu habitat.

Dian protegeu-os como pode e enquanto pode, no entanto, muitos gorilas por ela estudados foram assassinados.


Enquanto foi professora na Universidade de Cornell, em Nova Iorque, escreveu sobre suas experiências no Ruanda e, em 1983, a obra foi publicada com o título "Gorilas in the Mist" (Gorilas na Bruma), a partir do qual foi realizado um filme com o mesmo nome. No ano seguinte, Dian regressou ao Centro de Pesquisa Karisoke para continuar sua pesquisa e trabalho de campo.
Quando o seu melhor amigo gorila, Digit, foi morto e encontrado sem mãos com as quais se fazem cinzeiros, Fossey começou uma campanha de luta e indignação contra a caça destes animais.

Os seus protestos foram alvo da violência por parte dos caçadores furtivos e dos elementos corruptos do exército do Ruanda. Em 1985, Dian foi encontrada assassinada na sua cabana. Nunca descobriram o seu assassino, embora suspeitem que tenha sido um caçador de gorilas.
As suas palavras e todo o seu trabalho são, neste momento, motivo e estudo de várias organizações e sociedades dedicadas a salvar da extinção um dos nossos parentes primatas mais próximo. Graças ao trabalho de Fossey, a consciência do mundo em relação à extinção do gorila-das-montanhas aumentou e os animais são protegidos, agora, pelo governo ruandês e várias organizações de conservação internacionais, inclusive, o Dian Fossey Gorilla Capital.

Dian fossey foi enterrada ao lado do seu amigo Digit.

Considero que Dian Fossey fez um trabalho corajoso e excelente para a preservação dos gorilas. Gosto muito deste animal, porque é simpático e inteligente. Gostava muito de participar numa actividade deste género.
Dulciney Pontes


A Malta do Alcoitão

A Água é o Nosso Poder

Hoje tem início o 5º Fórum Mundial da Água, em Istambul, na Turquia, que reúne ministros, ecologistas, cientistas, engenheiros e empresários de todo o mundo.
O objectivo deste encontro é diminuir a crise da falta de água e aprender a fazer uma gestão responsável dos recursos hídricos do Planeta.
Li que, em 2100, a região do Árctico ficará sem gelo durante o mês de Setembro o que significa que a água do mar vai subir 1 metro. É assustador! Nesse ano, se fosse viva, teria 106 anos! Há que fazer qualquer coisa antes que isto venha a prejudicar a vida de muitas pessoas e animais. Já imaginaram o que era viver sem água?

Escolhi este poema, porque gosto muito de Fernando Pessoa.

A Água da Chuva Desce a Ladeira

A ÁGUA da chuva desce a ladeira.

É uma água ansiosa.
Faz lagos e rios pequenos, e cheira
A terra a ditosa.

Há muito que contar a dor e o pranto
De o amor os não qu'rer...
Mas eu, que também não o tenho, o que canto
É uma coisa qualquer.

Fernando Pessoa

Ana Patricia
A Malta do Alcoitão

quarta-feira, 11 de março de 2009

Às Vezes Sou um Herói

Na sequência do desafio que nos foi deixado pela Fundação José Saramago, continuamos a elaborar trabalhos que se relacionam com a história "A Maior Flor do Mundo".

Num jardim, estava um homem a querer bater numa cadela ainda bebé. Peguei nela, trouxe-a para casa e dei-lhe carinho e comida durante mais ou menos dois meses.
Entretanto, morreu... Chamava-se Bianca. Tenho saudade dela!
Ana Patrícia

Salvei um gato que tinha uma ferida nas costas. Levei-o para casa, cuidei dele e ainda vive comigo. Chama-se Ruca e gosto muito dele. Ele anda sempre à minha volta, por isso também gosta de mim.
Tiago

Um dia, uma senhora idosa e cega queria atravessar a rua e não conseguia, porque os carros não paravam. Ajudei-a, peguei na sua mão, levei-a até à passadeira de peões, fiz sinal ao condutor para parar e atravessámos a rua. Despedi-me dela. Senti-me feliz por ter feito uma boa acção parecida com a do menino da história “A Maior Flor do Mundo” de José Saramago. Se ele não tivesse regado a flor, ela morria. Se eu não tivesse ajudado a senhora, ela poderia morrer atropelada.
Além disso, rego as plantas e cuido dos cães e gatos que tenho em S. Tomé.

Dulcy

Um homem desconhecido, da etnia Fula, estava perdido e eu indiquei-lhe o caminho para ele poder apanhar um táxi ou um autocarro.
Um dia, também salvei um pombo que tinha a perna partida.
Durante dois dias esteve numa gaiola para tratar a perna e, quando já estava bom, soltei-o e ele voou sozinho para a casa dele.
Malam

Dois amigos meus estavam a lutar um com o outro e eu consegui que eles parassem, porque tive medo que se magoassem. Eles pararam.
Lassana

Ajudo os meus amigos a apanhar os livros que caem ao chão.
Ricardo

Em breve, os nossos amigos da Escola de Alcabideche vão contar-nos as suas proezas.

A Malta do Alcoitão

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Atelier "A Maior Flor do Mundo"

Assistimos a um atelier sobre a obra literária "A Maior Flor do Mundo" de José Saramago. Visionámos o filme e o Sérgio, da Fundação José Saramago, foi uma simpatia, porque fez um jogo de palavras connosco. Adorámos! O Sérgio lançou-nos um desafio: fazermos outras histórias, desenharmos, enfim, criarmos trabalhos inspirados na história deste grande escritor. Imaginámos como seria a versão do escaravelho que não aparece no livro, mas aparece no filme. Aqui segue, espero que gostem.


A HISTÓRIA SEGUNDO O ESCARAVELHO

Sou o escaravelho Kiko e estava em cima de uma flor, quando fui apanhado pelo Zezinho que me meteu numa caixa com buracos.
- Eu sou igual a todas as pessoas. Podes tirar-me daqui? Quero ir fazer a minha vida! – pedi-lhe.
Mas o Zezinho não me deu ouvidos até que tropeçou numa pedra, a caixa abriu-se e eu fugi a voar para a floresta.
O Zezinho bem que correu atrás de mim: atravessou o rio, passou por campos de campainhas coloridas, árvores e árvores sem fim, só que não conseguiu apanhar-me.
Andava eu a trabalhar, a fazer a minha casa, a suar em bica e quem vejo? O Zezinho a correr esbaforido com água nas mãos feitas concha.
- Onde é que este malandro vai que nem me viu?
Fiquei curioso e segui-o. Será que ele apanhou algum dos meus amigos?
Voei, voei e o Zezinho continuava a passar por mim para lá e para cá com água nas mãos.
Quando cheguei ao sopé da colina vi a maior flor do mundo e o Zezinho adormecido na sombra da flor e uma pétala como se fosse um cobertor.
Voei até ao Zezinho e soprei devagarinho ao seu ouvido:
- És um herói!
O Zezinho acordou, agradeceu-me as palavras e abraçou-me. Ficámos amigos para sempre. A flor passou a ser a minha casa, porque foi lá que encontrei a Nini, a minha namorada.
Daqui, da minha casa, avisto a aldeia e a casa do Zezinho. Todas as noites, ele faz-me sinais de luzes com uma lanterna a dizer-me: - Tenham uma noite feliz!
Agora já tenho uma história para contar aos meus filhos.

Ana Patrícia, Dulciney Pontes, Lassana Indjai, Malam Sané, Nikita,
Ruben Brito, Sónia Coelho, Tiago Baptista

A Malta do Alcoitão

sexta-feira, 6 de março de 2009

O Reconto do David

Depois de visionarmos o filme "O Principezinho", baseado no livro homónimo de Saint-Exupéry, o David, de 8 anos, elaborou o reconto da história.

Era uma vez um menino que se chamava Principezinho.
Um dia, um piloto estava com o seu avião, caíu no deserto e não conseguiu meter o avião a trabalhar. Nesse instante, apareceu o Principezinho que lhe disse:
- Olá!
Mas o piloto não ligou e o Principezinho foi-se embora. De repente, o piloto virou-se para trás e começou a chamar:
- Principezinho!
O Principezinho começou a andar e o piloto continuou a chamar:
- Principezinho!
Então o Principezinho ouviu e foi ter com ele. Contou-lhe que tinha que limpar o mundo dele e que tinha uma flor especial.
No dia seguinte, o Principezinho já não estava no lugar que estava antes, mas estava no deserto.
Não sei se ele morreu...
Não sei se foi para o seu planeta...

A Malta do Alcoitão

quinta-feira, 5 de março de 2009

O Principezinho do David

O Principezinho, David Ribeiro, 8 anos


David, será que me podes enviar o texto que fizeste sobre "O Principezinho" em formato doc? O teu computador é mais avançado do que o meu. Há gente com sorte :)
Publico o teu desenho e fico à espera da composição. Beijos e boa viagem! Até breve, numa consulta, claro!
Se quiseres fazer trabalhos para publicar aqui no nosso blogue, podes enviar para o meu mail.

Prof. Sónia
A Malta do Alcoitão

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A Minha Máscara

Quem eu gostaria de ser? De quem eu gosto?
Pesquisámos algumas características e descobrimos que a Kitty é uma japonesa trintona e que o Homem Aranha é quarentão. Talvez sejam um par interessante... O que acham?

A Hello Kitty da Patrícia

O Homem Aranha do Lassana

Uma enfermeira que vive na Amadora (Malam)

O Akon do Mamadou, claro! Só nós sabemos o quanto ele gosta deste cantor!


A Malta do Alcoitão