quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Outono Tem Cores e Sabores

Os nossos poemas e provérbios foram colados num livro feito de folhas de papel como se fossem folhas de Outono.As professoras Andreia e Sónia trouxeram cheirinhos, castanhas, maçãs e uvas e, no nosso Jornal de Parede, ficaram os cheiros, sabores e cores do Outono dentro de caixinhas para que todos se possam deliciar. Se alguém se lembrar de outros, diga-nos.Sabores de Outono:
castanhas
romãs
marmelos e marmelada
compota de abóbora
tarte de maçã
frutos secos
Cheiros de Outono:
marmelada
castanhas assadas nas ruas
queimadas
terra molhada
canela e baunilha nas tartes de maçã e abóbora
erva doce
Cores de Outono:
castanho
verde escuro
amarelo
vermelho escuro

Miguel Borges, Mariana Ferreira, Pedro Dantas e Tiago Silva
A malta do Alcoitão

A Pedido de Alguns Amigos

Segue o horóscopo da próxima semana:

Se o seu signo for Aquário,
Dê um saltinho ao armário.
Vá ver o seu vestuário
E pague a conta do solário.

Se o teu signo for Peixes,
Cuidado! Não te desleixes!
Vai trabalhar a tempo e horas
E não te queixes!

Se o seu signo for Capricórnio,
Terá uma semana fantástica!
Encontrará num jardim um unicórnio
A mastigar uma pastilha elástica!

Se o seu signo for Escorpião,
Ponha um balde na mão.
Vá até à praia
Aproveitar o resto do Verão!

Se o seu signo for Touro,
Pinte o seu cabelo de louro.
Vá a Rio de Mouro
Em busca do seu tesouro.

Astrólogos Tiago Silva e Pedro Dantas
A malta do Alcoitão

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Cada um tem o seu Outono

O Miguel ditou um poema sobre o Outono e a professora Andreia escreveu-o em forma de diamante:

O Outono tem muitas cores e sabores.

Há folhas amarelas, uvas vermelhas, castanhas castanhas e abóboras cor de laranja.

Gosto muito da canela no arroz doce

E de a comer sentado num jardim cheio de folhas no chão.
A malta do Alcoitão

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Poema em Construção

OUTONO

Tarde
fresca
Por não sei que magia.
Nunca vi tanta folha
Tão castanha!
Se é de morte ou de vida,
Não é estranha.
Eu, simplesmente,
sei
Que há tanta alegria
Neste Outono,
Que o mundo me trazia
Vestido por ciganas latinas,
E que gosto de o ver, e me
agradava
Ter folhas, como as árvores.


Tiago Silva

OUTONO

Tarde de Outono
Por não sei que tanto bocejo.
Nunca vi tanta folha
Tão grande!
Se é de morte ou de estação,
Não é de Verão.
Eu, simplesmente, não sei
Que há tanta folha
Neste local,
Que o mundo me dizia
Vestido por ciganas gordinhas,
E que gosto de o ver, e me tocava
Ter folhas, como as plantas.


Pedro Dantas

As palavras mais "negritas" são as que nós inventámos. Afinal o poema original é outro! Que acham dos nossos?

OUTONO

Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há tanta fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.

Miguel Torga,
in Diário X, (1968)


A Malta do Alcoitão

Retratos em Discurso Directo

- Olá, sou o Tiago Filipe, tenho 12 anos.
- Eu sou o Pedro e tenho 12 anos também. Andas em que ano?
- Ando no 7º ano tal como tu. Onde moras?
- Moro no Cacém. Não te metas comigo, porque o meu maior defeito é ser bruto.
- És bruto porquê?
- Às vezes as pessoas enervam-me.
- Quando é que te fazem enervar?
- Quando me mentem. E tu? És ganancioso?
- Ganancioso, não! Mas sou teimoso. Tens qualidades?
- Sim, sou sincero! E tu?
- Eu sou amigo de quem meu amigo é.
- Eu também. És invejoso?
- Eu não! E tu?
- Não sou!
- Se fosses um animal, que animal serias?
- Seria um cão, porque gosto de cães. Tenho um cão chamado Pelé que se baba muito.
- Ah, ah, ah, ah!!!
- Se eu fosse um animal, seria uma gaivota.
- Porquê?
- Porque podia voar, andar na terra e no mar. Tens algum sonho?
- Tenho. Gostava de ser treinador de futebol, porque ganham uma pipa de massa. E tu, o que queres ser?
- Quero ser médico para, um dia mais tarde, ajudar as pessoas. Vamos ser bons amigos?
- Se nos continuarmos a ver, sim.
- E para que servem os telemóveis e o e-mail?
- Está bem, eu telefono-te e escrevo-te.
- E eu também.

Diálogo entre o Tiago Silva e o Pedro Dantas
A Malta do Alcoitão

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Invenção da Palhinha de Beber


As palhinhas iniciais eram de vidro. Depois vieram os canudos artificiais de papel parafinado que rachavam com facilidade e eram pouco higiénicas. Em 1938 Joseph B. Friedman (Santa Mónica , E.U.), ao reparar na sua filha frustrada com o seu canudo dobrado ao longo da borda do copo, decidiu fazer algo. Inventou, então, uma palhinha flexível que podia ser usada com líquidos quentes e frios. A sua palhinha era de plástico e descartável. Hoje, todos as usamos, sobretudo as crianças com muita frequência e satisfação.

Rafael Ovelheiro