segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um Pedaço da Nossa Sala

Enviamos aos nossos amigos da Escola de Alcabideche, turma PAC1, duas imagens para verem um pouco da nossa sala, pois quando fazemos comunicação só nos vêem a nós :)
O vosso trabalho vai ficar naquele painel atrás do computador. Já lá estão as folhas que introduzem o tema. Na segunda fotografia, está o Pedro a trabalhar, os outros estavam a fazer outras actividades.

Abraços e até amanhã.

A Malta do Alcoitão

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Outono em Livro

Os nossos amigos da turma PAC1 da Escola Básica 2º e 3º ciclos de Alcabideche, com quem fazemos as sessões de TeleAula, enviaram-nos um livro sobre o Outono. Resolvemos colocar no nosso blogue e escrevemos os textos que acompanham os desenhos.
Parabéns e um abraço a todos!

Eu sou a castanha, chegou o tempo, o mês e a estação para me comerem assadinha. Quando me comem, não me querem largar.
Só chego no mês de Outubro e na estação do Outono. Só nesse mês é que eu chego. Não posso chegar nos outros meses, porque não são próprios para mim.
Não sou muito gorda, a minha cor é castanha. Venho de um castanheiro. Sou assim e por isso gosto de ser como sou. Gosto da minha cor e da forma de ser. Quando me assam, a minha casca é preta e, quando saio, cheiro bem. Eu adoro o meu cheiro.
Jessica
Sou uma compota e estou num frasco de vidro, tenho um pano vermelho e riscas brancas na tampa. Sou doce, tenho vários sabores: framboesa, morango, limão, laranja, pêra, melão, cereja, ameixa, uva, maçã, etc..
As pessoas gostam de me pôr no pão e nas bolachas. Eu gosto muito de mim.
Mara
Eu sou um fruto seco que se chama noz. Eu nasço da árvore bonita que se chama nogueira. Gostam muito de me comer no Outono e no Inverno. Não gosto que me partam a casca, mas se não o fizerem não me conseguem comer.
Detesto que queimem as minhas cascas na lareira. Sou um fruto muito importante na alimentação das pessoas.
Ana Catarina Costa
Eu sou o granizo e gosto de bater à janela. Também gosto de cair no chão, gosto de cair nas mãos das pessoas.
Quando caio com força, estrago as folhas e flores das árvores e plantas.
Eu vivo nas nuvens e sou muito frio e, quando caio, os meninos vêm para a rua brincar comigo.
António
Eu sou uma nuvem cinzenta, gosto de chover, tapar o Sol e gosto de ser cinzenta. Não gosto do Sol e do Verão. Só gosto do Outono, porque o Outono é muito meu amigo. Eu, nuvem cinzenta, choco, às vezes, com as outras nuvens e as crianças têm medo, porque faço muito barulho. Cá de cima, vejo carros e crianças. Cá em cima, brinco com o arco-íris.
Sou uma nuvem feliz.
Ruben Fernandes
Eu sou o Outono, tenho muitas frutas, tempestades, chuva, castanhas, vento e uvas. O Outono veste-se de várias cores que são as seguintes: amarelo, vermelho, azul, castanho, verde, laranja.
Tenho cores muito quentes, acho que sou muito bonito!
Custódio
Se eu fosse uma roupa quente, mantinha os humanos quentes, limpos e bonitos.
Adoro quando me põem na máquina e me perfumam. Eu gosto de ter cor.
Bruno
Eu sou o São Martinho. O meu dia é a 11 de Novembro.
Todos os anos fazem-me uma festa onde contam a minha história, comem castanhas, cantam e brincam.
A minha história foi quando o São Martinho viu um pobre cheio de frio, ajudou-o e tapou-o com a sua capa.
Todos os anos há a festa de São Martinho que as pessoas festejam, brincam, correm e comem castanhas.
Ermelita

Olá, eu sou a trovoada!
As minhas amigas nuvens vêm carregadas e chocam umas com as outras. Eu faço um estrondo enorme e faísca.
As crianças ficam com medo e escondem-se de mim.
Depois desta tempestade, eu acabo e só volto passado muito tempo.
Marcelo
Eu sou as vindimas e sou um trabalho em que as pessoas transformam as uvas em vinho.
Apanham as uvas, metem-nas em cestos, levam para o lagar e estão lá pessoas a pisá-las.
As uvas deitam um líquido que começa a fermentar (ferver) e fica vinho.
Eu, as vindimas, sou uma festa em que as pessoas trabalham, mas andam muito felizes.
Sou uma festa do fim do Verão.
Jeremias
Eu sou as uvas e sou de cor verde ou preta. Sou vaidosa, saborosa, bonita, amorosa e sou simpática.
As pessoas comem-me e fazem-me de vinho.
Lídia

A malta de Alcabideche e do Alcoitão

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Outono Tem Cores e Sabores

Os nossos poemas e provérbios foram colados num livro feito de folhas de papel como se fossem folhas de Outono.As professoras Andreia e Sónia trouxeram cheirinhos, castanhas, maçãs e uvas e, no nosso Jornal de Parede, ficaram os cheiros, sabores e cores do Outono dentro de caixinhas para que todos se possam deliciar. Se alguém se lembrar de outros, diga-nos.Sabores de Outono:
castanhas
romãs
marmelos e marmelada
compota de abóbora
tarte de maçã
frutos secos
Cheiros de Outono:
marmelada
castanhas assadas nas ruas
queimadas
terra molhada
canela e baunilha nas tartes de maçã e abóbora
erva doce
Cores de Outono:
castanho
verde escuro
amarelo
vermelho escuro

Miguel Borges, Mariana Ferreira, Pedro Dantas e Tiago Silva
A malta do Alcoitão

A Pedido de Alguns Amigos

Segue o horóscopo da próxima semana:

Se o seu signo for Aquário,
Dê um saltinho ao armário.
Vá ver o seu vestuário
E pague a conta do solário.

Se o teu signo for Peixes,
Cuidado! Não te desleixes!
Vai trabalhar a tempo e horas
E não te queixes!

Se o seu signo for Capricórnio,
Terá uma semana fantástica!
Encontrará num jardim um unicórnio
A mastigar uma pastilha elástica!

Se o seu signo for Escorpião,
Ponha um balde na mão.
Vá até à praia
Aproveitar o resto do Verão!

Se o seu signo for Touro,
Pinte o seu cabelo de louro.
Vá a Rio de Mouro
Em busca do seu tesouro.

Astrólogos Tiago Silva e Pedro Dantas
A malta do Alcoitão

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Cada um tem o seu Outono

O Miguel ditou um poema sobre o Outono e a professora Andreia escreveu-o em forma de diamante:

O Outono tem muitas cores e sabores.

Há folhas amarelas, uvas vermelhas, castanhas castanhas e abóboras cor de laranja.

Gosto muito da canela no arroz doce

E de a comer sentado num jardim cheio de folhas no chão.
A malta do Alcoitão

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Poema em Construção

OUTONO

Tarde
fresca
Por não sei que magia.
Nunca vi tanta folha
Tão castanha!
Se é de morte ou de vida,
Não é estranha.
Eu, simplesmente,
sei
Que há tanta alegria
Neste Outono,
Que o mundo me trazia
Vestido por ciganas latinas,
E que gosto de o ver, e me
agradava
Ter folhas, como as árvores.


Tiago Silva

OUTONO

Tarde de Outono
Por não sei que tanto bocejo.
Nunca vi tanta folha
Tão grande!
Se é de morte ou de estação,
Não é de Verão.
Eu, simplesmente, não sei
Que há tanta folha
Neste local,
Que o mundo me dizia
Vestido por ciganas gordinhas,
E que gosto de o ver, e me tocava
Ter folhas, como as plantas.


Pedro Dantas

As palavras mais "negritas" são as que nós inventámos. Afinal o poema original é outro! Que acham dos nossos?

OUTONO

Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há tanta fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.

Miguel Torga,
in Diário X, (1968)


A Malta do Alcoitão