terça-feira, 3 de maio de 2011

Como Se Faz Cor-de-Laranja

O Adryel leu esta história de António Torrado sem errar uma única palavra até mesmo aquela grande, muito grande, que aparece na fala do Sábio: paradrimetilfenoledenorodamina.


Resumo da obra:
Uma criança desconhece o modo de misturar as cores de forma a obter cor-de-laranja para pintar as algas no fundo do mar. Procura resposta junto do avô esquecido, junto de um senhor com ar importante, junto de um comerciante interesseiro, junto de um falso sábio, junto de um pintor trapalhão e junto de um mau poeta – nenhum deles lhe dá a resposta pretendida. Desencantado, senta-se no banco de um jardim; um cego, que procura ali lugar, começa a conversar com o menino. Explica-lhe, então, que a cor que procurava se faz juntando o vermelho da terra, qual clarim a tocar, com o amarelo do Sol, risonho como um pandeiro. A criança corre para casa e as algas alaranjadas nascem no papel.

Como surgem as cores?
A luz é feita de diferentes cores que viajam para os nossos olhos em diferentes velocidades.
Quando a luz atravessa um prisma divide-se nos seus componentes, o arco-íris é um belo exemplo disto, as gotas da chuva funcionam como um prisma para a luz solar, formando as cores no céu: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, indigo, violeta.


O azul, o vermelho e o amarelo são cores primárias, porque são cores puras, ou seja, cores que não se conseguem com a mistura de outras cores. Podemos fazer outras cores:
- misturando Vermelho e Azul fazemos um Violeta;
- misturando Azul e Amarelo fazemos um Verde;
- misturando Vermelho e Amarelo fazemos Laranja.

O violeta, o verde e o laranja chamam-se cores secundárias.


A cor é luz, onde não existe luz, não existirá cor.

A Malta do Alcoitão

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A Química das Palavras

A Palavra Chorar

Esta história não aconteceu ainda, mas acontecerá certamente amanhã. Eis o que conta.
Nesse dia, uma velha e boa professora levou os seus alunos, em fila de dois, a visitar o Museu do Tempo Que Passou, onde estão reunidas as coisas de antigamente que não servem já, como a coroa do rei, o vestido da rainha, o eléctrico de Monza, etc.
Numa pequena vitrina levemente empoeirada estava a palavra Chorar.
Os pequenos alunos do Amanhã leram a etiqueta, mas não entenderam.
_ Senhora professora, o que é que isto quer dizer?

_ Trata-se de uma jóia antiga.
_ Terá pertencido aos Etruscos?
A professora explicou que, noutros tempos, aquela fora uma palavra muito usada e que magoava. Mostrou um frasquinho onde estavam conservadas duas lágrimas; quem sabe se as não terá derramado um escravo surrado pelo patrão, ou talvez um menino sem casa.


Gianni Rodari, “Novas Histórias ao Telefone


A partir da leitura desta história imaginámos de quem seriam aquelas duas lágrimas e surgiram várias hipóteses sugeridas pelos nossos alunos do Alcoitão e do PCA1:

- De alguém que tenha ficado sem uma pessoa querida;
- De pais e filhos separados, quando fazem uma grande viagem;
- De alguém triste porque não tem nada para fazer;
- De uma professora que perdeu os seus alunos;
- De alunos que têm muito que estudar;
- De uma princesa ou de uma rainha traída;
- De alguém com saudade;
- De uma criança que não pode brincar;
- De alguém que foi traído.


De seguida, a professora Sónia pediu-nos palavras que fossem doces e palavras que fossem amargas:

Palavras Doces
Sorriso
Amor
Beijo
Paixão
Arroz-doce
Quente
Carinho
Casamento
Alegria
Felicidade
Começar
Arriscar
Namorar
Abraçar
Chocolate
Mãe
Pai
Aniversário
Prendas
Benfica
Música
Livros da Anita
Manchester United


Palavras Amargas
Chorar
Traição
Raiva
Dor
Maldade
Doença
Acabar
Bullying
Nervoso
Arrogante
Medo
Assustar
Maldição
Ameaçar
Acidente
Banana
Limão
Uvas
Cair
Asneiras
Lutas
Guerra
Laranja


A Malta do Alcoitão

sábado, 12 de março de 2011

O Meu Nome

O meu nome é Jacinta Fernandes e gostaria de me chamar Vera.
O meu nome é Hamilton Gonçalves e não quero mudar de nome, porque gosto do meu nome.


Transformámos o nosso nome e inventámos:

À moda inglesa – Miss Jacint / Hamilton (émilton) como diz a professora Sónia.

À moda russa – Jacintovski / Hamiltofski.

À moda francesa – Jacinte (com acentuação do a) / Hamilterre

Atribuímos um nome e apelido a estas pessoas e explicámos a razão.

Abílio, porque é uma pessoa idosa e este nome é antigo. (Jacinta)
Messi, porque ele tem cara de jogador de futebol, quando era novo, ou
António Jornalista.
(Hamilton)



Luís Queimado, mas acho que é o músico Beethoven, pois conheço-o dos livros das minhas irmãs. Dei-lhe este nome, porque tem a cara queimada do Sol. (Jacinta)
António Ruivo, porque é ruivo e porque António é nome antigo.
(Hamilton)



Luís Futebolista, porque é um jogador de futebol. (Jacinta)
Eusébio Futebolista, porque o conheci como jogador de futebol do Benfica. (Hamilton)

Celeste Delgada, porque é um nome que eu gosto e Delgada porque ela é magra. (Jacinta)
Maria Loura, porque é loura e porque Maria é um nome antigo.
(Hamilton)

Jacinta Fernandes e Hamilton Gonçalves

A Malta do Alcoitão

Nome e Apelido

Fizemos um trabalho sobre o nosso nome próprio e apelido, mas antes lemos um texto do livro da Kalandraka sobre o aparecimento dos apelidos. Na Idade Média não havia apelidos, apenas um nome. Imaginem a confusão que começou a ser! Então começaram a dar um segundo nome às pessoas. Para se distinguirem, acrescentavam ao nome do pai o sufixo –es, por isso, Gonçalves ou Fernandes. Também associavam ao trabalho que faziam: Vaqueiro, Ferreiro, Pastor, Sapateiro; ou então indicavam uma característica física ou psicológica: Ruivo, Moreno, Branco; o nome podia também indicar o local onde habitavam: do Campo, do Porto, Coimbra; e ainda podia haver uma referência religiosa, quando não se sabia quem era o pai da criança: Santos, Jesus, Ramos.

Sabem que o nome Beethoven vem da palavra flamenga que significa “horta de beterraba”? Que Müller, em alemão, significa moleiro? E que Smith, em inglês, significa ferreiro?

Este foi um assunto engraçado! Se quiserem e souberem, podem contar a história do vosso nome.


A Malta do Alcoitão

A Química das Palavras

Aprendemos que há vários tipos de linguagem: a verbal, a não verbal e a mista.
A linguagem verbal utiliza as palavras escritas ou pronunciadas. A linguagem não verbal não utiliza as palavras, como por exemplo: alguns sinais de trânsito, os semáforos, sons de campainhas, gestos, os polícias-sinaleiros, sinais de luzes, de fumo, bandeiras e outros. A linguagem mista é a mistura destes dois tipos de linguagem: a publicidade e a banda desenhada são dois bons exemplos.
Afinal temos várias formas de comunicarmos uns com os outros e a linguagem mista é a mais utilizada no nosso quotidiano, pois, quando falamos, utilizamos as palavras e os gestos ao mesmo tempo.
Lemos no livro “Todas as Respostas às Perguntas que Nunca te Fizeste” de Phillippe Nessmann e Nathalie Choux algumas curiosidades interessantes.
As pessoas cegas conseguem ler graças ao alfabeto braille que foi inventado por um senhor chamado Louis Braille que, quando era pequeno, ficou cego devido a um acidente. Foi frequentar uma escola para invisuais e depressa se tornou alguém importante, quando inventou um sistema de leitura mais completo do que aquele que já existia.
Estivemos com um exemplar do alfabeto braille, passámos os dedos por cima daqueles pontos em relevo que representam símbolos e ficámos admirados, pois pareceu-nos muito difícil.
Mais fácil foi perceber o código Morse, inventado por um senhor norte-americano, Samuel Morse. É um código internacional que serve para transmitir mensagens por fio ou rádio, utilizando sinais de curta (pontos) e longa (traços) duração. Pesquisámos na internet e vimos como funciona o célebre telégrafo que deixou de ser usado em 1999, pois foi substituído pelas comunicações satélite.~


A partir do código Morse, observámos as letras da palavra SOS, formada por três pontos, três traços, três pontos, e que formam o sinal internacional de perigo e pedido de ajuda. Segundo algumas pessoas, estas letras significam em inglês Save our souls, ou seja, salvem as nossas almas.

Também fomos tentar perceber o significado das letras OK, sempre que queremos dizer “está tudo bem”. É misteriosa a origem desta expressão e há quatro explicações:
1. De okeh, palavra dos Índios Cochtaw que significa “assim é que é”;
2. De au quai que significa no cais e que era dita em Nova Orleães, onde se falava francês, sempre que chegava um barco;
3. Durante a guerra de Secessão, todas as noites se apontavam num livro os nomes dos mortos. Quando não havia mortos, escrevia-se OK que queria dizer zero killed, ou seja, zero mortos;
4. A expressão em inglês all correct – tudo certo – que tenha sido transformada ao longo dos tempos.

Nós achamos que a primeira hipótese é a certa. Ok? Concordam?


Sabem que KO (ao contrário de Ok) é a abreviatura de knock out que, em inglês, significa “bater fora”. É o termo que se utiliza nas lutas como o boxe, quando um jogador deixa o outro fora de combate.


A Malta do Alcoitão

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Casais Famosos




A Malta do Alcoitão

Sentimentos em Poesia

Com perguntas e respostas e sem darmos por isso, cada uma de nós tinha feito um poema sobre o seu sentimento preferido.

AMOR

É vermelho como o morango
tem o sabor de mentol
cheira a rosas vermelhas
e a bolo com chantili

Quando estou feliz com os meus pais
o amor é quente
Quando eles se zangam comigo
o amor é frio

Tem o som de uma flauta
pesa tanto como uma montanha
faz-me sentir feliz,
porque é um sentimento bom!

Mafalda
Amizade
A amizade é cor-de-rosa
como as flores
Tem o sabor doce
Como os amores

É suave e bela
Como o vento
Que sopra mas não se sente
Cheira a pétalas

Tem o som do piano
A tocar uma linda música
Sinto-me feliz e alegre
Quando tenho muitos amigos.

Jacinta
A Malta do Alcoitão