domingo, 1 de julho de 2012

Até já!

O jornal de parede do CMRA ficou assim com os cartazes que os nossos amigos de Alcabideche nos ofereceram. Também lá estão alguns trabalhos nossos, mas os outros encontram-se expostos na sala da Escolinha. Boas férias e descansem bastante para terem forças para o próximo ano letivo. 
Nós esperamos já estar nas nossas escolas de origem, mas nunca esqueceremos as professoras Otília e Sónia.


A malta de Alcoitão

Viajar é preciso...


Gostaria de viajar para:

·      Conhecer uma cidade diferente;
·      Conhecer outras culturas e outros povos;
·      Procurar melhores condições de saúde;
·      Procurar melhores condições de vida: trabalho;
·      Ir passar férias;
·      Ajudar outros povos a melhorarem a sua vida: dar comida, dar roupas, ser professora;
·      Ficar bem, sentir-me bem comigo própria;
·      Ir visitar um familiar.

 Viajava com:

·      Ia sozinho
·      Levava os meus pais, a minha melhor amiga;
·      Levava o meu pai
·      Levava comigo os meus avós e a minha mãe.
·      Levava as minhas sobrinhas e a minha irmã;
·       Ir ver jogadores de futebol e provar comidas diferentes.

Viajar sem sair do seu lugar é como:

·      Viajar ao mundo da Lua que é pensar coisas que não estão a acontecer no momento, mas podem acontecer no futuro;
·      Pensar na minha terra, em amigos e família que lá deixei;
·      Imaginar muitas coisas que nunca aconteceram até hoje;
·      Viajar no mesmo sítio em que estamos, através do pensamento e dos nossos sentimentos que são muito importantes.

Associámos diferentes cores à palavra VIAJAR e construímos poemas para oferecer aos nossos amigos viajantes do OPM.

Viajar é azul, branco, amarelo, verde...

Viajar é azul como o céu.
Viajar é branco como as nuvens.
Viajar é amarelo como o Sol.
Viajar é verde como o ar puro e como as árvores,
Porque viajar é bom,
Porque conhecemos outros países,
Outros povos,
Outros costumes.
Viajar é voar nas nuvens.

Viajar é amarelo
como o calor.

Isnaba, Lassana, Cassiana, Tallita, Nuno, Bruna


Uma frase especial sobre o ato de viajar:
Viajar é como namorar, porque se podem trocar os caminhos. Viver é viajar por dentro das minhas recordações, de preferência com os meus amigos e familiares.


Bruna Carapêto 

Dois desenhos elaborados pelo João, quando se pôs a pensar o que seria viajar. 

A malta do Alcoitão

sábado, 23 de junho de 2012

Acróstico

O Rúben Brito elaborou este acróstico dedicado ao projeto Olhando Pelo Mundo. Foi ele que também iniciou o jogo que será acabado na próxima semana por outros alunos do Alcoitão. Falta plastificar os cartões com as perguntas e as penalizações ou prémios. As regras do jogo terão que ser ainda revistas.


Otimistas, ninguém faz o que eles fazem.
Lutadores pelo seu ideal.
Heróis, porque têm coragem.
Andam sem se cansarem.
Não desistem do projeto.
De uma ponta à outra do continente americano
Observam a natureza, pessoas e animais.

Para preservar o que existe
Em todo o mundo,
Lembram às pessoas que existem outras culturas.
Os fotógrafos Alexandre, António e João

Movimentam-se de país em país.
Unidos, ensinam as pessoas a encararem a vida.
Nós, no Alcoitão, seguimos a sua viagem.
Diferentes, fazem o que mais ninguém faz.
Oxalá continuem com essa força, porque nós damos-lhes o nosso apoio.

Rúben
A malta do Alcoitão

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Encontros de amigos

Este ano letivo houve três encontros entre a Escola Básica dos 2º e 3º ciclos de Alcabideche (a turma do PCA1) e os alunos internados no CMRA: uma oficina de culinária saudável, uma comemoração do Dia Mundial do Ambiente (em que também participaram a turma do 5º E e as professoras Ana Teresa e Elizabete) e uma tarde de contos. Estes encontros foram marcados pelas ofertas de cartazes, jogos "Quantos queres?" e sementes para a horta do nosso serviço de educação.
Queremos agradecer as ofertas e a presença que tanto nos alegrou. Aqui ficam algumas das palavras dos alunos com quem fizemos videoconferências ao longo deste ano letivo.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Metáfora do limão azedo

Refletimos sobre a frase que termina a obra "A história dos brincos de penas": “Se a vida te dá um limão azedo, junta-lhe água e açúcar e tens uma limonada!”
O Ivan vai fazer os exames de Língua Portuguesa e de Matemática aqui no CMRA, por isso estudámos os recursos de estilo como a metáfora, a comparação, a personificação e outros. Nesta frase, a metáfora foi fácil de perceber. Cada um deu a sua opinião sobre o limão azedo na sua vida que foi explicado como sendo algo que nos põe tristes, infelizes, sentir péssimos, impacientes, assim como medo de dar o primeiro passo, sufoco, dor, mágoa. 
A limonada é a forma como superamos estas infelicidades da nossa vida. 


Limão azedo: reprovar o ano e os exames / Fazer uma limonada: estudar muito, tirar dúvidas, ir para os exames com confiança e calma, arranjar uma explicadora, estar com atenção nas aulas e durante os exames;
Limão azedo: estar preso a uma cadeira de rodas / Fazer uma limonada: pensar nas coisas boas que este hospital tem e que vou melhorar.
Ivan Santos


Limão azedo: um grupo de meninos da escola do 1º ciclo bateu-me, quando andava no pré-escolar/ Fazer uma limonada: fui corajoso e não mostrei medo.
João


Limão azedo: No meu aniversário, tive uma crise de epilepsia e passei o dia no hospital / Fazer uma limonada: tive coragem enquanto estive no hospital. À noite, fui jantar fora com os meus pais.
Carolina

Limão azedo: dores / Fazer uma limonada: Se me contarem anedotas eu rio, esqueço a dor por momentos.
Ester

Limão azedo: passar tanto tempo no hospital / Fazer uma limonada: arranjei um namorado, o Guilherme, durante o jantar, no fim de semana, para comemorar o final de ciclo.
Inês


Tal como disse o Rúben: "a vida dá-nos muitos limões azedos, mas temos que ter a sabedoria para fazer limonadas com eles."


A malta do Alcoitão

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Um postal de pássaros

A Ana Raquel fez um postal de pássaros para oferecer aos seus amigos e colegas de escola. Os pássaros, ou melhor, as asas dos pássaros (porque andamos a voar com eles) levam mensagens para os amigos e para as professoras.



Ana Raquel
A malta do Alcoitão

A história dos brincos de penas


Lemos a obra “A história dos brincos de penas” de Maria Teresa Maia Gonzalez e analisámos as personagens, o espaço onde se passa a ação, os assuntos abordados. 
No entanto, antes de sabermos estes pormenores, observámos a capa e demos algumas ideias sobre o que estaria escrito nas páginas daquele livro: talvez fosse uma história sobre um pássaro que ficava sem penas e deixava de voar ou uma história sobre o vento suave; aquelas cores só nos lembravam África, mas depois da professora Sónia nos mostrar umas fotografias de uns índios norte-americanos com roupas coloridas, penas e colares é que percebemos que a ação se passaria no continente americano.

·      Local: tribo dos índios Sempre-em pé / planície da Águia Tonta;

·      Coisas de índios: “tipi” – nome dado a uma tenda índia; reunião à volta da fogueira; feiticeiro da tribo; chefes das tribos e as suas lutas; tribos vizinhas: Pés-na-terra e o seu chefe Ponta-pé; curandeiro; bebidas mágicas; colares de dentes/ossos de jacaré, de tubarão, de galinha; trança nos cabelos; os nomes das pessoas e das tribos estão relacionadas com características dessas pessoas e desses grupos; importância dada à lua, aos chás de ervas; passar o cachimbo de mão em mão; canção sobre coiotes; contam o tempo através das fases da lua e não com relógios;

·      Coisas do mundo moderno: Tio Patinhas, caricas de Coca-cola; caixas de Chiclets, biscoitos; estar de férias no Brasil; mercurocromo; anúncio de televisão sobre cigarros; lupa para ver bem; filme;

·      As personagens:

Pé-de-vento (índia a quem o livro é dedicado e irmã da narradora)
Pé-chato (personagem/narradora a quem pertencem as penas)
Pé-de-atleta (rapaz pequeno, quase a fazer 10 anos, personagem principal)
Pé-grande (pai do Pé-de-atleta)
Pé-calçado (professor)
Pé-descalço (vigilante da escola)
Pé-de-meia (tia de Pé-de-atleta)
Pé-de-salsa (ajudante do cozinheiro do Chefe de cozinha da tribo)
Pé-de-porco (cozinheiro)
Pé-de-escuteiro (ajudante do feiticeiro)
Pé-direito (curandeiro da tribo)
Pé-atrás (bisavó do curandeiro)
Pé-de-cabra (ladrão que tinha estado preso por roubar cavalos à tribo vizinha)
Pé-de-galinha (a mulher mais velha da tribo e que já via mal)
Pied-de-poule (irmã gémea de Pé-de-galinha)
Pé-de-dança (mestre de cerimónias da tribo)
Pé-coxinho (tinha ficado com o pé esquerdo sob a roda de uma carroça)
Pé-na-tábua (o condutor mais rápido)
Pé-firme (mulher do chefe)
Pé-de-chumbo (pior dançarino da tribo)
Sem-pé (baixa, refilona, tinha muitos calos, andava sempre de botas)
Pé-ante-pé (o mais preguiçoso da tribo)
Pé-na-argola (sonhava ser juiz)
Pé-sujo (odiava tomar banho e só o fazia no dia do seu aniversário)
Pé-leve (campeão de corrida com obstáculos)
Pé-em-riste (tinha voz de poucos amigos e usava pulseiras num pé)
Pé-de-galo (um dos chefes conselheiros)
Pé-prá-cova (outro dos conselheiros com 90 anos)
Pé-de-guerra ( outro conselheiro, companheiro de muitas lutas, tinha 98 anos)
Pé-sentado (o mais velho dos conselheiros, tinha 103 anos, sofria de joanetes)
Pé-dali (artesão da tribo: fabricante de tapetes e de tipis)
Pé-de-nabo (tetravô da narradora e grande filósofo)

Fizemos o seguinte trabalho sobre as penas e os pássaros que aparecem na história. Não foi fácil descobrir as penas que pertencem a cada pássaro.






O João fez este desenho sobre as penas e os tipis dos índios. No canto inferior direito está a decorrer a reunião dos chefes índios da tribo.


Ana Raquel, Inês, João e Rúben
A malta do Alcoitão