quinta-feira, 19 de junho de 2008

A Ovelha, a Lagarta e a Nuvem

Esta foi uma história criada em conjunto, partilhada e orgulhosamente apresentada como símbolo da nossa amizade. Esperemos que gostem.



Era uma vez uma ovelha chamada Lisete que gostava muito das nuvens. Numa manhã de sol e Verão foi para o campo comer ervas e encontrou uma lagarta.
- Olá, como te chamas? – perguntou a Lisete.
- Chamo-me Matilde e gosto de dar abraços aos meus amigos. Também gosto de comer ervinhas como tu. – respondeu a lagarta contente por ter alguém com quem conversar.
- Sabes que queria ser uma nuvem, Matilde?
- Eu cá não!!! Tenho medo das alturas e de voar!
- Ah! Eu não tenho medo de nada! – exclamou a ovelha. – Quando não gosto de uma coisa, respiro fundo.
E Lisete deu um grande suspiro.
- Eu só gostava de poder ser bombeira para apagar os fogos na floresta. No ano passado, apanhei um grande susto com um fogo que houve na floresta onde vivia. – explicou triste a lagarta.
Depois de falarem do que gostavam de ser, foram dormir a sesta. A ovelha sonhou com um lobo bonito e simpático com quem andava a passear nas nuvens. A lagarta teve um grande pesadelo, porque estava no meio de um fogo e não sabia como fugir.
Entretanto, a Matilde acordou aos gritos e a Lisete também acordou com o susto que a sua amiga lhe pregou.
Depois de terem contado os sonhos uma à outra, a Lisete teve uma ideia! As nuvens deitam água. A água apaga o fogo. Então, vamos procurar nuvens e pedir-lhes para serem nossas amigas.
Foram para um monte muito alto e começaram a chamar nuvens.
- Nuvens, nuvens!
Uma nuvem, ao ouvir alguém a chamá-la, logo apareceu:
- Quem me chama?
- Olá senhora nuvem. Nós somos a Lisete e a Matilde e precisamos da tua ajuda. Será que nos podes ajudar?
- Se eu conseguir, sim!
Então a Lisete e a Matilde explicaram o plano delas. Queriam que a senhora Nuvem, com a sua chuva, ajudasse a apagar os incêndios que deflagram nas florestas durante o Verão.
A Sra. Nuvem achou uma óptima ideia e concordou de imediato. Mas, lembrou-se de um pormenor importante. Estávamos no Verão, e, no Verão, as nuvens têm pouca água. Pensou, pensou e logo lhe surgiu uma ideia:
- Vou falar com as minhas amigas nuvens para irmos pedir água aos rios e aos Oceanos!
Assim pensou, assim o fez! Dirigiu-se às suas amigas e juntas foram falar com o Rio.
- Olá Rio!
- Olá Nuvens, por aqui?
- Sim, precisamos da tua ajuda! Gostávamos que nos desses um bocado da tua preciosa água. Será que nos podes ajudar?
- Tenho pena, mas o calor deste Verão secou o meu leito. Os Homens andam a “avariar” o nosso planeta!
Tristes com a notícia, foram falar com a Lisete e a Matilde, que também ficaram desanimadas. Infeliz, a Matilde disse:
- Como é possível os Homens estragarem o que lhes pertence?
Como última hipótese, foram falar com o Oceano que disponibilizou imediatamente a sua água para apagar os fogos. Só havia um pequeno problema:
- Como vamos transportar a água até às florestas? – disse o Oceano. Depois de muito reflectir, a Lisete lembrou-se do seu amigo elefante, o Trombudo…
O elefante Trombudo estava a brincar com a sua amiga Orelhas de Bola a atirarem água um ao outro com as suas trombas.
A Lisete disse logo:
- Não gastem água! Assim, a água acaba! Têm que poupar água! Brinquem de outra maneira!
- Olá elefantes! Venho fazer-vos uma proposta: ajudem-nos a transportar água para apagar os fogos na floresta.
- Embora! - disseram os elefantes brincalhões. - Vamos chamar o resto da nossa manada!
Organizaram-se e convidaram os animais de toda a floresta para participarem nesta tarefa difícil.
Vieram as cobras e os lagartos que tiveram a missão de vigiar o chão da floresta, quando o fogo terminasse. Vieram as aves que ficaram encarregadas de vigiar, no céu, qualquer pontinha de fumo. As nuvens ficaram atentas para choverem sobre as chamas, quando elas aparecessem. Os elefantes irão buscar água ao mar, ao rio e às piscinas das casas e colocam-na em camionetas dos bombeiros.
- Que mais animais poderão ajudar? - perguntou a Orelhas de Bola.
Ao ouvirem tal pergunta, a Lisete e a Matilde tiveram uma óptima ideia.
- E que tal se abríssemos uma escola de bombeiros para ensinar a combater fogos?
Todos concordaram e logo puseram “mãos à obra”. Arranjaram um sítio e construíram uma escola, mas faltava alguma coisa …
- A quem vamos nós ensinar? Não temos alunos!
Então o Orelhas de Bola, lembrou-se do seu amigo Tagarelas, um papagaio muito falado, para fazer publicidade da escola. E assim foi, mal o Tagarela entrou em acção, começaram a chover inscrições. Veio a pelicano, que logo foi admitido, pois o seu bico dava para transportar água e animais pequenos que estivessem em perigo.
A seguir apareceu o rinoceronte. À partida não parecia adequado para ser bombeiro. Como podes ajudar a apagar incêndios? E logo o rinoceronte se defendeu:
- A minha pele é anti-fogo. Aqui as chamas não pegam!
- Boa! - exclamaram os outros animais.
- Eu também posso ajudar - disse a girafa. Posso servir de torre de vigia e avisar sempre que veja fumo.
De seguida, apareceu também o macaco, o papa-fomigas , o papagaio e o elefante.
Todos juntos formaram o “Esquadrão Contra Chamas”. Durante meses treinaram dia e noite, e transformaram-se nos melhores bombeiros das redondezas.
Certo dia, um incêndio deflagrou e logo a girafa deu um alerta e o papagaio fez de sirene para a alertar o “ Esquadrão Contra Chamas“. O Esquadrão preparou-se para combater o fogo. Ao se aperceberem que o fogo era na Floresta da Fantasia, ficaram em pânico. Nem queriam acreditar! Todas as personagens infantis moravam lá e estavam em perigo.
- O que seria do Capuchinho Vermelho se o seu capucho se queimasse? - O que seria do Hansel e Gretel se a casinha de chocolate derretesse? – questionou a Lisete .
- O que seria do Tarzan sem as árvores para saltar? - perguntou o Macaco.
- Não podemos deixar que a floresta arda. Temos que agir depressa.
Foram todos para a Floresta da Fantasia tentar apagar as chamas.
Quando lá chegaram, o elefante com tromba cheia de água apagou um terço do incêndio.
Também o pelicano ajudou, despejando a água que tinha no bico e logo surgiu o Papa Formigas que também quis ajudar. Todos juntos lutaram corajosamente. Quando o fogo foi combatido, surgiu do meio da floresta, o Rinoceronte carregando às costas o Tarzan, o Capuchinho Vermelho e o Lobo Mau, os três Porquinhos, o Hansel e a Gretel.
As personagens infantis ficaram tão agradecidas que decidiram inventar uma história para que o “Esquadrão Contra Chamas” pudesse viver na floresta encantada. Então, inventaram uma história de animais - “A Arca de Noé”.
A partir deste dia, viveram todos na Floresta da Fantasia, felizes por terem conseguido salvar as histórias infantis e, ao mesmo tempo, a magia e os sonhos das crianças.


Trabalho realizado em equipa pelos jovens do Hospital de Alcoitão e alunos da E.B.1 de S.João do Estoril, turma do 3º/4º A

12 comentários:

Fatima disse...

Sónia que bonita está a história!
E que bom é poder sonhar com as crianças!
js a todos e parabéns

(vou linkar esta história no blog http://maisplaneta.blogspot.com/
no qual colaboro! Espero que não se zanguem com isso!

sónia disse...

Obrigada Fátima!!
É bom ouvir a opinião de alguém que nem nos conhece... Sabermos que a mensagem passou para outra pessoa. É tão reconfortante, ainda mais, quando o ano lectivo está a terminar e estamos de rastos... e o que falta fazer!
Claro que não nos zangamos! Ficamos inchados de vaidade!
Gostava muito de a conhecer, assim como ao seu atelier.
bjs
Sónia

Gi disse...

Liiiiiiiiinda e deliciosa esta história, sim senhora!
A minha amiga fátima fez muito bem em ter mencionado este blogue lá no PLANETA+,onde só queremos noticiar e ler aquilo que, de positivo, se faz na TERRA!

Anónimo disse...

Sónia boa tarde
É bom conhecer gente boa!
Amanhã de tarde estarei no atelier, se quizer aparecer, saiba que é bem-vinda!

Raquel Costa disse...

estou sem palavras!!!
Linda, linda!
É este um dos encantos de ser professora de Português!
Um beijinho a todos e parabéns pela vossa imaginação.

sónia disse...

Obrigada pelo convite, mas amanhã não vai dar. Depois das avaliações fico mais liberta de trabalhos e combino. Bom trabalho!
bjs
Sónia

Raquel Costa disse...

oHH
Já tinha comentado a história que adorei. Não sei o que aconteceu ao comentário... Puff
No entanto não quero deixar de passar a ideia gostosa com que fiquei e a vontade de ver esta história acessível a toda a gente.
...Acho que esta é uma das compensações de ser professora de Português!...
Bjs à professora e aos alunos talentosos - Parabéns.

Raquel Costa disse...

Sóninha, cá estou eu de novo, tem sido complicado comentar esta história...
Volto a insistir!
Quero dizer-te que fiquei com imensa vontade de a ver ilustrada e publicada.
Calculo que sejam estas as "alegrias" de ser professora de Português!!!
Parabéns e não percam a embalagem, criem outras histórias!!!
bjs

sónia disse...

Mikê LOL o comentário não fez puff!, não! Ficou guardado para permitir a sua publicação. Tive que começar a moderar os comentários, devido a uma situação pouco agradável que ocorreu.
Obrigada pelas tuas palavras! A professora Andreia dos jovens de S. João do Estoril tb está de parabéns!!! Adorei trabalhar com ela!
bjs bloguistas ;) Nunca falámos tanto na vida!
Sónia

Rui disse...

Parabéns! E a foto também está muito interessante.

Anónimo disse...

A estória está muito bonita e com grande sentido ecológico. Parece-me que aquela lagartixa Matilde tem muito a ver contigo Sónia; tem medo das alturas e aprecia a amizade.

Anónimo disse...

Este comentário é só para informar que o anónimo do comentário anterior sou eu. Como foi a minha primeira experiência não pus nome por ignorância. Aqui fica a rectificação.
Beijinhos

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