quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Boas festas


Na nossa escola do CMRA, andaram projetos de presépios que elaborámos com cartolinas antigas, imagens e purpurinas. Fizemos um presépio grande tridimensional, uma árvore de Natal com cartões que estavam destinados a ir para o lixo, estrelas e fitas de várias cores. A nossa sala está bonita. Oferecemos a cada departamento do Serviço de Pediatria um presépio pequeno com uma mensagem de boas festas. 









Aos nossos amigos do Hospital Dona Estefânia, além de um presépio, oferecemos várias sementes para a sua horta que colocámos em sacos pequenos e enviámos pelos CTT.


Pesquisámos na internet quadras populares dedicadas ao Menino Jesus que foram escritas tal e qual como o povo pronunciava as palavras na oralidade, por exemplo, "mê" = meu, "rezão" = razão, "fizeram-le" = fizeram-lhe, "boleta" = bolota, "Jasus" = Jesus. Foi muito divertido ler em voz alta estas quadras tão bonitas.

Qualquer filho de homem pobre

Nasce num céu de cortinas.

Só tu, Menino Jesus,

Nasceste numas palhinhas. 

O Menino chora, chora,

Chora com muita rezão:

Fizeram-le a cama curta,

‘Tá c'os pézinhos no chão. 



Esta noite, à meia-noite,

Ouvi cantar ao Divino;              

Era a Virgem Maria

Que embalava o seu Menino


Cantai, anjos, ao Menino,

Que a senhora logo vem:

Foi lavá-los cueirinhos
À ribeira de Belém.  

Ó Menino Jasus,

Quem vos pudera valer,         
com sopinhas da panela

Sem a vossa Mãe saber!

Ó Menino Jasus, 

Quem te deu essa boleta?  

Foi a minha avó Sant'Ana 

Qu'a tinha lá na gaveta. 


Desejamos a todos um santo Natal!

Alunos e professores Fernando e Sónia


domingo, 1 de dezembro de 2013

Quinoa

Depois de fazermos uma prova de pão de quinoa quisemos saber o que isso era. O Miguel elaborou o texto.
Quinoa, o grão de ouro ou ouro dos Andes
A quinoa é uma planta originária da América do Sul que produz um grão essencial à vida humana, pois é um dos alimentos mais completos que existe na natureza.
Segundo alguns historiadores, a importância que, nos Andes, se dava a este grão era tão grande, que o próprio imperador começava o plantio com ferramentas de ouro maciço e, durante a colheita, era colocado em potes de ouro e oferecido ao deus Sol. Mas esta designação também pode ser por causa do seu valor como alimento ou da sua cor dourada, depois de cozinhada.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura declarou o ano de 2013 como o Ano Internacional da Quinoa com o objetivo de chamar a atenção para a importância da quinoa na biodiversidade da Terra e para o seu grande valor nutricional que pode contribuir para a erradicação da pobreza, ou seja, fazer frente à fome.
Salomón Salcedo, da FAO, justifica esta celebração: "É um reconhecimento aos povos andinos (dos Andes) que a preservaram como alimento para as gerações presentes e futuras, graças aos seus conhecimentos tradicionais e práticas de vida em harmonia com a natureza."
Após a invasão espanhola, os alimentos da própria terra, como a quinoa, o amaranto e a maca,  deixaram de ser utilizados pelos povos sul americanos e foram substituídos pelos grãos consumidos na Europa, como o trigo e a cevada.
A quinoa, considerada uma semente e não um cereal, não contém glúten, por isso é um alimento muito consumido pelos  vegetarianos ou celíacos (intolerantes ao glúten), no entanto ainda não faz parte dos hábitos alimentares europeus, como o arroz ou a massa fazem.
Possui 14% de proteínas, é rica em aminoácidos, em vitaminas A, B6, B1, E e C, em minerais (cálcio, fósforo, cobre, magnésio, cloro e zinco) bem como em ácidos gordos.
Nos nossos dias, é possível cultivar a quinoa em qualquer parte do mundo, porque se adapta bem a várias temperaturas e, por isso, a diferentes climas, assim como se dá bem tanto ao nível do mar como a muitos metros de altitude.
Estas características da quinoa podem fazer dela a fonte para terminar com a pobreza no mundo e isso seria muito bom. 
A quinoa prepara-se como o arroz - duas chávenas de água para uma de quinoa - e é utilizada como prato quente ou frio, em sopas, em saladas e em sobremesas. Podemos ainda encontrar o grão de quinoa sob a forma de farinha e de flocos. 
                                     
A planta e o grão

sábado, 30 de novembro de 2013

O escaravelho e a sua vida



Como o escaravelho é uma das personagens importantes no filme animado "A maior flor do mundo" de José Saramago, elaborei um texto sobre este animal tão curioso e fiquei a perceber o que andava ele a fazer no chão da floresta.

O escaravelho pertence à classe dos insetos.
Existem cerca de 370 mil espécies de escaravelhos em todo mundo com várias formas e cores, no entanto todos eles têm umas asas fortes para protegerem as asas mais frágeis que são as de dentro que servem para voar.
O revestimento do seu corpo chama-se quitina, substância dura que protege o inseto das agressões exteriores.Existem escaravelhos pequenos e muito grandes quase do tamanho da nossa palma da mão, mas eles não nos fazem mal. Os machos lutam uns com os outros, por isso têm uns chifres grandes.O solo é o principal local onde os escaravelhos interagem com a natureza. O solo é um sistema de equilíbrio dinâmico resultante de uma longa interação entre componentes abióticos e seres vivos. É uma mistura complexa de material rochoso alterado, minerais, matéria orgânica, água e ar. Estes componentes são misturados pelos seres vivos do solo, como por exemplo, os escaravelhos que, por isso são chamados decompositores. O escaravelho é também denominado como animal detritívoro, pois é responsável pela fragmentação dos detritos – excrementos, cadáveres e restos de seres vivos. 
CURIOSIDADES 

No Antigo Egito, os escaravelhos eram considerados sagrados, porque simbolizavam a imortalidade. 
O escaravelho-bosta alimenta-se da seguinte forma: com as patas de trás, vai empurrando o pedaço de bosta (excrementos de animais / fezes) até fazer uma bola quase perfeita que leva até à sua toca (o seu nicho ecológico) e do qual se alimenta. 
Usa também outro pedaço de bosta para fazer uma espécie de ninho, onde depois a fêmea vai pôr os seus ovos.

João Afonso

"A maior flor do mundo" de José Saramago

Depois de visionar o filme de animação "A maior flor do mundo" sobre o conto homónimo de José Saramago, o Afonso, à luz da Ciência e da Literatura (conteúdos letivos abordados nas disciplinas de Ciências Naturais e de Português), escreveu o seguinte texto:

O ambiente é a união entre os seres vivos e o meio que os rodeia.
Neste conto, o espaço onde se passa a maior parte da ação é numa floresta com muitas árvores onde vivem várias espécies vegetais e animais, como por exemplo, um escaravelho, borboletas e flores coloridas. Há também uma aldeia, a Vila Flor, que tem uma pequena urbanização em construção, Urbanização das Flores, onde vivem famílias, assim como a personagem principal, o Tiago, com os seus pais, o João e a Maria.
O narrador chama-se José e é um narrador participante que é um cientista que anda a observar e a tirar apontamentos sobre o meio ambiente que o rodeia.
Para serem da mesma espécie os indivíduos devem reproduzir-se entre si e originar descendentes férteis, por isso as personagens da história pertencem a espécies diferentes. Umas são mais importantes do que outras. Umas interagem bem com o meio ambiente, outras mal. O narrador apenas observa, não faz mal à natureza.
O Tiago e o pai João fazem mal à natureza. O pai arranca uma árvore que dava sombra a uma flor que viviam em cooperação, o que vai dar origem a uma alteração na vida da flor. O Tiago apanha um escaravelho e mete-o numa caixa, tirando-o do seu habitat.
Escaravelho, borboletas e seres humanos deviam viver em cooperação, mas, neste conto, os humanos destroem os ecossistemas, arrancando árvores o que leva à desertificação do planeta.
Se um habitat é um local com condições adequadas para uma espécie viver, encontro vários como a floresta com um rio à volta, muitas árvores verdes que dão sombra à vegetação rasteira e a flores. Nesta floresta, ouve-se o som de pássaros e do vento a passar entre as árvores.
A vila é um outro habitat diferente, castanho, azul, verde e tem casas baixas com jardins para os humanos. Um habitat pode ter vários nichos ecológicos, por exemplo, na floresta, o escaravelho vive junto ao solo do qual retira o seu sustento para sobreviver e a borboleta mais junto das flores. O solo, as flores, uma árvore são espaços mais pequenos na floresta onde estas espécies vivem, por isso são nichos ecológicos.
A ação do conto passa-se quase toda na Floresta do Tiago que se encontra rodeada por um rio - um ecossistema aquático.
O Tiago é uma personagem valente que salvou a flor de ser morta pelo calor excessivo do Sol, os fatores abióticos. A flor precisava de água, um outro fator abiótico, para sobreviver. O Tiago vai ao rio buscar água na concha da sua mão vezes sem conta e deita-a no solo onde estão as raízes da flor que começa a beber e a acordar aos poucos. Ganha vida e cresce até ficar gigante.
O Tiago é um herói, porque foi corajoso, pensou no sofrimento da flor e percebeu que a natureza deve ser tratada e protegida pelos humanos.
Por fim, ele deitou-se junto da sua amiga que agradece, oferecendo-lhe uma pétala para se tapar, enquanto dorme um pouco.
As pessoas da Urbanização, quando o Sol nasce, juntam-se para olhar a flor grande que os cumprimenta no horizonte. A verdade é que nunca,  mas nunca mais, fizeram mal à Floresta  do Tiago, porque aprenderam a lição: devemos respeitar as outras espécies (vegetais e animais) e viver em cooperação com elas.

 trabalhos elaborados no Paint
João Afonso
Blog BoniFrati